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Da Cidade das Mangas pra Cidade do Caos!

Chegar em NY é como entrar na tela de uma televisão, todos aqueles letreiros luminosos da Times Squares, o resto das luzes de Natal que ainda estavam nas ruas e casas, as vitrines que te seduzem e te fazem querer entrar em todas as lojas, tudo isso e muito mais você consegue ver logo de cara. Se você tem fobia de ver muita gente andando de um lado pro outro e de prédios tão altos que você tenha que se curvar pra tentar olhar o topo, essa cidade pode ser um pouco assustadora pra você.

A barulhenta e encantadora Times Squares (The noising and charming Times Square).
É como se de repente você se encontrasse perdido no tempo e no espaço, entre letreiros luminosos, meio atordoado sobre qual direção seguir. Mas esse choque inicial logo passa, e você percebe que apesar da cidade ser enorme e cheia de gente, ela também pode ter muita paz. Na verdade, Nova Iorque é uma cidade que comporta todos os sonhos, e você percebe isso só de andar na rua. Eu nunca tinha visto tanto imigrante em uma cidade como vi aqui, e agora eu era um deles, vindo pra cá atrás dos meus sonhos.

Viver em Manhattan é super tranquilo, desde que você saiba contar. A cidade é basicamente divida em três partes: Uptown, Midtown e Downtown, isso já é meio caminho andado pra você conseguir se localizar. As avenidas cortam a Ilha quase de ponta a ponta, na vertical, e as principais, são numeradas de 1 a 12, não se assuste se você encontrar avenidas não numéricas entre elas, é uma lógica meio estranha mesmo. Já as ruas, que também são de maioria numerada, são um pouquinho mais confusas, em especial no Downtown, mas você dificilmente vai se perder. Os metrôs te levam a qualquer lugar, são o meio de transporte mais rápido e mais eficiente da cidade.

Chegar aqui foi ótimo, até porque vim acompanhada pelo meu pai, que veio fazer “as honras da casa”, me apresentar o que ele já conhecia e conhecer comigo os lugares que ele ainda não tinha tido oportunidade de ir. Foram sete lindos dias, explorando a cidade, andando muito, procurando um lugar onde eu pudesse ficar pelos próximos sete meses. Tudo isso me ajudou a criar coragem suficiente pra continuar sozinha a partir dali. O dia que ele foi embora talvez tenha sido o único em que eu chorei de verdade, de medo, de saudades, porque, pela primeira vez na minha vida, dali em diante seria só eu e Deus no mundo, mas eu decidi encarar de cabeça erguida, mesmo sabendo que não seria fácil (e eu nem queria que fosse).

Eu e meu pai uns dias antes dele ir embora (My dad and I days before he went back).
A adaptação à cidade foi rápida, foi fácil se sentir em casa, apesar do frio. Sim, o frio, tive problemas com ele... E quem não teria, saindo de um cidade onde a temperatura média anual é de 30oC, pra entrar de cabeça num frio de até -9oC? No entanto, os dias em que a cidade está toda coberta de neve, como numa fotografia, compensa qualquer sensação térmica negativa.

Tentando parecer a princesa do jardim de neve (Trying seems like the snow garden's princess).
Nova Iorque tem disso: clima maluco, gente maluca, barulho e agitação o dia todo, todos os dias da semana, mas também tem seus refúgios, seus cantinhos de paz, só que disso eu conto pra vocês na próxima!
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