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Chegando na Terra da Rainha!

Chuva, vento, frio e um quarto minúsculo e vazio. Foi isso que eu encontrei assim que cheguei no lugar onde seria a minha nova casa por um ano: o Docklands Campus da University of East London.

Depois de quase um dia de viagem, contando com uma parada de quatro horas em São Paulo e um vôo com o dobro dessa duração, eu cheguei no aeroporto Heathrow, em Londres. Da minha janela do avião eu vi, quando nos aproximávamos da cidade, todos aqueles pontos que eu já conhecia tão bem por fotos e filmes - o Big Ben, a Tower Brigde, a London Eye, o Parlamento... Eu estava chegando ali para realizar o meu sonho! Ainda não conseguia acreditar em tudo aquilo.

Docklands Campus - Foto: Luiza Poulain
Na semana em que cheguei em Londres, a temperatura estava na média de 10°C, e eu enrolada em camadas de roupas e cobertores, tremendo no quarto. É engraçado pensar o quanto meu conceito de frio mudou desde então. Hoje, depois de ter pegado -17°C na Polônia (essa história eu conto depois), 10° é uma maravilha dos deuses!

Meu campus fica nas margens do Rio Tâmisa, e de frente para o London City Airport, então imaginem a quantidade de vento que tem aqui! Várias vezes o vento era tão gelado que eu sentia minhas bochechas queimando e perdia a sensibilidade do nariz e das orelhas. Pra mim, que vim diretamente debaixo da linha do Equador, aquilo era mais terrível ainda.

Oxford Street
Só sai para ver a cidade uns dois dias depois que eu cheguei. Até então, mesmo vendo as coisas pela janela do avião e do ônibus, eu ainda não havia me tocado que eu realmente estava ali, em Londres! E foi naquele momento, quando saímos de dentro da estação de metrô (entender como o Tube funcionava foi uma aventura à parte), e nos deparamos no meio da Oxford Street, toda imponente e linda foi que a ficha começou a cair: ESTOU EM LONDRES! E comecei a saltitar e a fazer barulhos esquisitos de excitação. Mal podia acreditar naquilo. Na verdade, ainda tenho problemas até hoje, mas de dois meses depois, em perceber que eu moro em Londres. Em Londres!

Aproximadamente umas duas semanas depois da minha chegada, tive minha primeira neve! Quando olhei pela janela e vi aquela coisa branquinha caindo do céu e se acumulando na grama, não tive dúvidas: 'Vou descer!'. E então, às 1h da manhã, o gramado da UEL ficou cheio de brasileiros que voltavam a ser crianças brincando com a neve. Foi lindo e mágico! Jack Frost, você me pegou!

Brincando na neve :)
Com o tempo, vamos nos adaptando à temperatura, aprendendo a nos vestir pro frio, transformando o nosso quarto vazio em um lugar aconchegante, fazendo amigos e nos sentindo em casa. Hoje, apesar de toda a saudade da minha cidadezinha quente, posso dizer que tenho um lar em Londres. Estou finalmente no lugar onde eu queria estar e, Camila que me perdoe, mas Londres é a melhor cidade do mundo!
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